23 de maio de 2017

Seminário das Novas Gerações da Região Centro-Oeste

Aconteceu entre os dias 19 e 21 de maio, em Cuiabá/MT, o Seminário das Novas Gerações da Região Centro-Oeste. Foi um momento da graça de Deus com a participação de 36 religiosos e religiosas. 



No primeiro dia, nos inteiramos um pouco sobre o 3º Congresso das Novas Gerações da CLAR e da programação das Novas Gerações no Brasil para os próximos 3 anos. 

No segundo dia, Eder D'Artagnan, assessor do encontro, nos levou a aprofundar o tema e lema do encontro: “Novas Gerações em saída”, “Tecendo relações fraternas na Casa Comum”. Nosso processo foi de ver nosso exterior, onde e como estamos. Entender um pouco a sociedade em que estamos inseridos e como ela acaba se inserindo em nós. Depois fomos ao interior. Viagem profunda no nosso eu para lá nos encontrarmos e fazermos experiência de Deus. 


Pela noite, fomos agraciados com a presença do Grupo de Jovens Javé que apresentou um pouco do “Siriri”, uma dança típica de Cuiabá. Quanta beleza e vitalidade! 


Na manhã de domingo, momento de fazer experiência de “ir para fora”. Este ano não realizamos visita em um local de inserção, porém acolhemos dois jovens indígenas que partilharam suas vidas e culturas conosco. Soilo Urupe Chuê, dos Chiquiitanos, estudante de Psicologia na UFMT e Érick Timóteo Kamikwa dos Bakairi, estudante de Ciências Sociais na UFMT. Quanta riqueza! Ao perguntar o que poderíamos fazer para nos somarmos na luta deles a resposta foi: “Irmã, sejam nossas vozes e nossos ouvidos. Ouçam, vejam e defendam nossa causa onde estiverem”. 


Encerramos nosso encontro agradecendo a Deus e a cada um que colaborou para que ele acontecesse de modo especial à Coordenação das Novas Gerações de Cuiabá. Nossa gratidão também à CRB Nacional que se fez presente através da mensagem da Irmã Clotilde e Irmã Maria Inês. Nossa gratidão a cada um que rezou, que trabalhou e que de alguma forma colaborou. A caminhada agora continua em nossas comunidades. Encerramos com o texto da Filomena Silva que traduz bem o nosso sentimento ao chegar ao fim desse encontro e início da nossa missão:

“Há sempre algo pelo qual nos sentimos gratos todos os dias. Não importa se é algo substancialmente grande ou apenas um detalhe. Importa sim a nossa consciência das bênçãos com que somos brindados a cada dia. Hoje sou grata por ter discernimento para analisar o que serve o meu propósito de vida e o que não deve fazer parte dela. Porque o nosso caminho é feito de escolhas que se refletem em toda a nossa vida. Porque as nossas vivências são fruto das nossas escolhas e quer sejam mais ou menos acertadas, devemos aceitá-las como parte da nossa aprendizagem e conhecimento”.









15 de maio de 2017

Novas Gerações no chão do Nordeste: Compromisso com a Casa Comum

Entre os dias 21 e 23 de abril de 2017 aconteceu em Teresina/PI, o Seminário das Novas Gerações da Região Nordeste; com o tema “Novas Gerações no chão do Nordeste: Compromisso com a Casa Comum”, assessorado por Zé Vicente.


Foi um encontro vivencial de integração com a Obra da Criação, possibilitou o estar em uma área privilegiada, cercada por grandes árvores e muito verde.

A dinâmica foi vivenciada a partir de três palavras-chave: Memória, Mística e Compromisso.

A memória presente na Terra nos recorda de onde viemos, a raiz pessoal de cada um, o grande chamado à vida para viver com dinamismo, fazer-se criança para entrar no Reino dos céus.

A realidade onde se escuta a profecia da vida, onde contempla-se os sabores de cada gesto e a mudança ganha corpo. Não podemos mudar o estrago feito, mas podemos começar a viver com maior intensidade, percebendo que a natureza e o ser humano são frutos da mesma Criação.

No decorrer do encontro também aconteceu partilha de grupos de vivências, retomando um pouco a essência do Grupo Novas Gerações, espaço de construção de relações fecundas e partilha de testemunhos renovadores diante das dificuldades das exigências do discipulado.












12 de maio de 2017

Sudestão: Sacramento da Novidade para a Vida Religiosa Consagrada!

Somos #NovasGerções

Sacramento da Novidade para a Vida Religiosa Consagrada!

Há aqui um menino com cinco pães e dois peixinhos; mas o que é isto para tanta gente? (Jo 6,9).


Aconteceu entre os dias 28 e 30 de abril de 2017 o Seminário das Novas Gerações da Região Sudeste, no Centro de Formação Vicentina, em Belo Horizonte/MG. Estiveram presentes jovens religiosos (primeiros votos e até dez anos de votos perpétuos) com o intuito de interagir, partilhar a vida e construir caminhos comuns de protagonismo na missão da Igreja e da Sociedade. 

No seminário, os jovens religiosos, puderam aprofundar sua opção de vida como Sacramento e Novidade para um mundo que deseja vida, amor, paz e esperança. Nas explanações refletimos: “o que precisa ser explicado deixa de ser sacramento”. 

As diversas rodas de conversa com os temas: Igreja em saída; Comunidade: lugar do perdão e da festa; Protagonismo feminino; Afetividade e sexualidade; Laicato: companheiras e companheiros na missão; Oikoumene: cultivar uma ecologia integral na sociedade do “bem viver” acenderam luzes de esperança para resolverem conflitos e dialogar as tendências que matam, destroem e deturpam a vida. 

Coroaram este tempo com dança, alegria, dinâmicas e apresentações de diversas culturas. 

Enviados para suas comunidades as novas gerações levam consigo rostos esperançosos, sorrisos, sonhos e desejos de seguir em frente recordando a experiência dos discípulos de Jesus que dizem: Há aqui um menino com cinco pães e dois peixinhos; mas o que é isto para tanta gente? (Jo 6,9).





10 de maio de 2017

Experiência na Amazônia

Por Ir. Ronivom Luiz da Silva, fms (Marista)

Entre os dias 06 e 17 de abril de 2017, tive a oportunidade de participar, juntamente com o Grupo das Novas Gerações da CRB (Conferência dos Religiosos do Brasil), da "III Missão Amazônia" na região das Ilhas do Pará, mas que fazem parte da Diocese de Macapá-AP. 

Ao olhar para aquela imensidão, quantidade incontável de litros de água, tive uma pequena visão da grandeza daquele Rio. Era realmente um vasto mundo de águas e florestas que deixa o expectador sem palavras e muita ação. 

Chegando em Macapá, tivemos uma pequena formação sob o contexto geográfico, social e político da região, e, na perspectiva da missão, fomos divididos em pequenos grupos e enviados. Eu, a Ir. Francisca, (F.C) e Ir. Samuel, (FSC) fomos em três missionários para o setor Araras, distante três horas do Porto de Santana de "Catraia" (Tipo de embarcação muito usado na região), lá, tivemos a oportunidade de visitar 11 comunidades, todas banhadas por igarapés do Rio Amazonas. E chegando na primeira comunidade ribeirinha, percebemos o quão seria diferente a vivência daqueles dias no bioma Amazônia. 

Era a nossa primeira experiência em comunidades ribeirinhas. Em cada espaço, uma recepção calorosa e afetiva das pessoas daquela região. E como foi bom sabermos que estávamos sendo aguardados a algum tempo. Tudo era novidade, desde o transporte, as moradias e a alimentação. Minha maior preocupação era dormir em rede, mas tornou-se irrisório diante de tantas novidades. 

E assim, amanhecemos a primeira vez no meio a esse bioma. Cada manhã, uma comunidade diferente, uma casa nova nos esperávamos. Famílias foram visitadas e fizemos celebrações nas igrejas. Em quase todas as famílias tivemos a oportunidades de sentar, escutar histórias felizes e outras difíceis, mas em quase toda a sua totalidade, os enredos eram de superação, na qual, aquele rio com algumas correntezas fortíssimas não era capaz de engolir e nem suprimi-las. 

A maresia que auxilia no transporte, levam e trazem mais do que alimentos e pessoas, pois ela movimenta sonhos. Talvez seja por isso que aquele povo, com traços simples e acolhedores moram na maior bacia hidrográfica do mundo, tendo também em seu quintal um grande paraíso diante de tantas diversidades e formas de vida do bioma amazônico. 

Que povo de fé! Cada história revelava um olhar panorâmico e de superação daquele lugar. Nos causos aparecia picadas de cobras; falta de professores nas escolas; fraturas e machucados devido a quedas de pés de açaí; lenda do boto e etc... Essa fé revelava vida em movimento, pois a "labuta" começa muito cedo, tanto no trabalho, como no manejo e colheita do açaí, também na vida conjugal. Assim, cada ilha vai se tornando pequenos clãs, constituição de família, onde um ajuda o outro. 

Enfim, como foi bom experienciar essa vivência junto aos povos ribeirinhos. Muitos aprendizados estarão agregados a minha vida para sempre, tendo a certeza também que deixei um pouco de mim naqueles espaços sagrados. Assim, a missão continua acontecendo em nossa vida, pois como diz Isaías 52,7 "Como são belos os pés daqueles que anunciam boas-novas, que proclama a paz, que trazem boas notícias" (...).





5 de maio de 2017

“A VIDA QUE O POVO VIVE, A VIDA QUE O POVO CANTA É A VIDA QUE EU SEMPRE QUIS” (Zé Vicente)

Por Ir. Itamires Amorim dos Santos 
Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição


É com o coração cheio de alegria que agradeço a Deus, a minha Comunidade Medianeira de todas as Graças, bem como a Província Nossa Senhora Aparecida, por terem me concedido a oportunidade em participar da terceira semana missionária na região Amazônica, organizada pelas Novas Gerações da CRB Nacional, realizada na Diocese de Macapá. 

Conviver com as Comunidades Ribeirinhas na Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes (Paróquia das Ilhas), foi para mim um tempo de Deus, tempo precioso em que tive a oportunidade de sair das minhas fronteiras interiores e ir ao encontro das minhas irmãs e dos meus irmãos que vivem de forma simples em meio à floresta e ao rio Amazonas.

Tomar açaí, comer peixe e camarão fresco e sem conservantes, foi saborear o próprio amor de Deus. Passar nove dias sem pisar em terra firme, trouxe-me um certo desconforto, mas, no entanto, pude experimentar um pouco das suas realidades, durante todo o período do inverno. Andar de Voadeira e de Catraia, em meio às maresias, também exigiu de mim coragem, fé e confiança tanto em Deus, como também nas pessoas que estavam nos conduzindo. Nem sempre as águas estavam calmas, ou são calmas nas nossas vidas, mas, porém, tenho convicção de que é também nas tempestades da vida que Deus se revela de modo peculiar. 

Região Amazônica, tão falada e tão sonhada por mim, me acolheu durante doze dias. Senti-me e me sinto parte da Amazônia. Um pedacinho dela veio comigo e acredito que, também, deixei com seu povo um pouquinho de mim. 

Juntamente com meus companheiros de missão, fomos muito bem acolhidos pelas comunidades ribeirinhas. Impressionou-nos o seu jeito acolhedor e cuidadoso de ser. Mesmo marcados por diversas formas de exclusão, continuam alegres e perseverantes na fé.